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Nova Iorque Como Você é Linda

INTERPRETAÇÃO DA LETRA

 

Ouço música todos os dias... (frase inicial deste site);

Deveras, gosto tanto de música que, de alguma forma acabei sendo persuadido por ela, a fazer alguma coisa para contribuir, à minha maneira, com essa arte que nos afaga, nos consola, nos distrai, nos leva a viajar, a chorar, a sorrir, a devanear...

 E já comecei grande (risos), porém se vai materializar-se um dia, é outra história.

Nova Iorque Como Você é Linda!, assim começa e assim termina.

Em viagem à Nova Iorque, ao chegar no Aeroporto JFK, na manhã daquela terça-feira fria, tomamos o metrô em direção ao centro da cidade e, lá chegando, após um percurso de mais de noventa por cento subterrâneo, na saída deparei com nada mais nada menos do que o Empire State Building.

Exclamei: Que coisa mais linda...

Saguão Empire State enfeitado para o Natal de 2016

Foto: Manoel Bispo

Acredito que esta frase tenha sido o início e a explicação de tudo nessa inesquecível viagem, pois ao acordar às quatro e tanto da manhã daquele dia de Ação de Graças, com algo na minha mente, martelando, sem saber do que se tratava; nada entendi, somente percebi (ou fui induzido) que precisava anotar para não esquecer aquele relampejo de ideia, inspiração, magia, sei lá como defini-lo, até então, nem imaginava pra quê.

 

De qualquer forma, segui a indução.

Anotei em meu celular e pela manhã, ao levantar, comentei o ocorrido com minha família.

 

De volta ao Brasil, tornei às minhas anotações, efetuando algumas alterações e inclusões, chegando ao que reputei ser uma canção, uma singela homenagem àquela cidade única e esplendorosa, na verdade, uma cidade indescritível.

 

1ª. ESTROFE:

  • Nos filmes e publicidades sobre Nova Iorque, o que mais vemos são seus belos e imponentes arranha-céus, suas belas e largas avenidas, repletas de táxis amarelos e viaturas da NYPD, tudo isso, em uma harmonia ímpar, contagiante e inexplicavelmente linda.

  • E isso, foi exatamente o que vi assim que lá cheguei.

  • Permita Deus que ainda muito mais possa ver... 

Pennsylvania Plaza, e seus tradicionais táxis, com Madison Square Garden ao fundo

Foto: Manoel Bispo

Rockefeller Center enfeitado p/ o Natal de 2016

Foto: Manoel Bispo

Rockefeller Center enfeitado p/ o Natal de 2016

Foto: Manoel Bispo

2ª. ESTROFE:

  • Com algumas exceções, dentre elas o mestre Ariano Suassuna, a grande maioria sonha em conhecer Nova Iorque e, eu, certamente, nesse quesito o contrariava.

    • Todos que sonham, têm seus motivos, cada um à sua maneira e sabemos que o objetivo final é sempre o mesmo: ver, sentir e desfrutar ao máximo a grande capital do mundo, a Big Apple.

  • Ela é tão exuberante, imponente, sem ser ostensiva, que tem-se a nítida sensação de que tudo alí é possível e aquilo que não conseguirmos fazer hoje, amanhã o faremos.

3ª. ESTROFE:

  • O mundo ama Nova Iorque, pois, ela é sua capital e o que não falta, são as mais diversas formas de homenageá-la, sendo a mais original através da música.

  • Ah as músicas... uma mais maravilhosa que a outra, tantas canções, com as mais lindas interpretações.

  • Como não poderia ser diferente, ela não é unânime e, infelizmente, aquele dia 11 de setembro permanecerá em nossa memória para todo o sempre, fazendo com que sua luta contra o terrorismo seja perene, obrigando-a a viver abominando e repelindo as constantes intimidações.

Radio City Music Hall já se preparando para os grandes musicais do final do ano de 2016

Foto: Manoel Bispo

4ª. ESTROFE:

  • Nova Iorque é uma cidade mágica, um mundo de vai-vem constante, suas ruas delineadas numericamente, um mar de táxis amarelos misturados aos transeuntes, suas buzinas e sirenes peculiares, com a maior diversidade de idiomas do mundo, nessa organizada loucura, consegue a todos entender e por todos ser entendida.

  • É inexplicável como pode ser tão grande, imponente, leve e ao mesmo tempo, desenvolvida, organizada e sábia, com sua espontânea influência na mídia, moda e arte.

  • Naturalmente respeitada, por vezes austera, sem ser temerosa

  • Conheço pouquíssimo, pra não dizer nada, do mundo, todavia creio que seja a única a ter uma diversidade de cores em um tom só, o seu característico ocre, que mistura discretamente o antigo e o moderno, em uma harmonia singela e quase imperceptível, com sua flora, fazendo-nos acreditar que dela, faz parte, ou que suas construções foram brotadas de suas sementes naturalmente germinadas, sem nenhuma imposição desta... o que levou-me a classificá-la de "unimulticolorida" de ocre, longe da mediocridade.

O antigo e o moderno, "unimulticoloridamente" ocre, como se fora uma continuidade de sua flora, ou naturalmente por ela complementado.

Fotos: Manoel Bispo

5ª. ESTROFE:

  • É um vigor implicitamente explícito, que forma um conjunto tão sólido e poderoso, que é admirável como não a torna prepotente.

  • Uma capacidade singular de reconstrução, superando os desastres, sejam eles naturais, acidentais, ou causados pela crueldade do homem, como o 11 de setembro de 2001, que não podemos considerar apenas um sofrimento seu, mas sim de todo o mundo, abalizando essa data como o marco da maldade humana, se é que seus autores e coautores podem ser qualificados como seres de nossa espécie e, ainda criando seus memoriais singelos e puros, para a posteridade, absorvendo o sofrimento que fica eternizado.

  • Um poder cativante e aprazível, capaz de tocar o âmago de cada indivíduo, tornando-o sensível como se fora criança.

Uma cidade que jamais esquece sua história, seja ela alegre ou triste e, neste caso, o que permanece aqui é o sentimento de dor eterno.

Fotos: Manoel Bispo

6ª. ESTROFE:

  • E, exatamente no dia de Ação de Graças, lá estava eu, juntando a minha gratidão por conhecê-la e a alegria de seu povo, até parecia que estavam agradecendo por eu lá estar.

  • E ela estava, inadvertidamente mais linda ainda...

  • Toda aquela festa dos participantes, irradiando uma alegria que contagia, não só os nova-iorquinos, como também seus visitantes.

  • Todo aquele aparato de segurança, um policiamento ostensivo, como não poderia deixar de ser, suas barricadas, aqueles caminhões que mais pareciam uns tanques de guerra, carregados de areia, mas, ao mesmo tempo, seus policiais, não sisudos, mas sérios, educados e corteses, como diz a inscrição em seus veículos (além da tradicional NYPD, Courtesy, Profissionalism e Respect), que leva-nos a isso mesmo, RESPEITO, não temor, pois Já estamos acostumados com eles, ao vê-los cotidianamente em nossas televisões e cinemas, como se fosse uma mensagem subliminar ao longo de  nossas vidas, ao ponto de se ver crianças sobre eles, tentando encontrar um melhor ângulo para apreciar o cortejo, uma foto mais nítida e/ou clicar a melhor “selfie”... E por falar em fotos, até eu e minha mulher incomodamos alguns policiais ao lado de suas viaturas, roubando-lhes uma pose ao nosso lado, em uma singela foto tirada por nosso filho.

  • Vi civilidade transbordando em todos os lugares e, sem nenhum menosprezo, ou qualquer tipo de discriminação, até os mendigos são respeitosos e educados.

  • Isso tudo serviu para constatar que Nova Iorque não é um mito. Nova Iorque é real.

  • Não é um sentimento superficial, é algo que brota lá no fundo da alma, traduzindo sem palavras, tudo que estava vivendo.

Caminhando em Manhattan no Dia de Ação de Graças

Foto: Kauê Bispo 

NYPD - Policiamento  Dia de Ação de Graças

Foto: Manoel Bispo 

Incomodamos os policiais, roubando-lhes uma foto

Foto: Gustavo Bispo

7ª. ESTROFE:

  • Machado de Assis, tido como o nosso maior escritor, no alto de sua sabedoria, deixou-nos a eterna e indecifrável descrição daquela que reputo como a mulher mais enigmática de nossa história literária (ou ao menos a mais discutida).

  • É uma parábola, uma afirmação, uma ofensa...?!?

  • Olhos de ressaca.

  • Olhos de cigana oblíqua e dissimulada.

  • A ambigüidade proposta por nós, reles mortais, terá sido a mesma (se é que ele pensou nisso) imaginada por ele?

  • Ou Capitu continuará sendo por toda a eternidade, objeto de estudo e discussões que sempre levarão a lugar nenhum, a nenhuma resposta ?

  • Quem sou eu para entrar nesse mérito, mas, uma coisa tenho certeza: Nova Iorque não tem nada a ver com isso. Ela não deixa dúvidas de quem seja, exatamente o contrário de nossa suspeita machadiana.

  • Sim, ela é oblíqua, com seus ângulos agudos e obtusos, como também os retos, porém, JAMAIS DISSIMULADA...

  • É pura, real, educada, verdadeira e infinda, absolutamente desprovida de simplicidade, mas simplesmente linda, sem nenhum constrangimento e essencialmente linda!

Nova Iorque, além de tudo isso, agradeço a você por ter despertado em mim o prazer de escrever.

Desde set/19