MINHAS LETRAS

 

Chamo de "Minhas Letras", pois elas ainda não têm vida, mas têm alma!

 

A nossa vida, além de ser algo maravilhoso é absolutamente incrível.

Jamais, melhor dizendo, até dois anos e meio atrás, por volta de novembro de dois mil e dezesseis, não tinha qualquer vislumbre ou cacoete para escrever letras de música, ou se tive, estava latente, dormindo mansamente no meu eu.

Acredito que o que ocorreu naquela viagem inesquecível naquele novembro, despertou, ainda que tardia, esta vontade na escrita musical e, confesso, estou sentindo-me plenamente satisfeito e interessado na ideia e absolutamente à vontade para fazê-lo.

O interessante é que, até descobrir e, por acaso, que poderia dedicar-me com mais frequência ao tema, perdi um bom tempo, pois dali até início de dois mil e dezessete, fiquei praticamente todo o tempo que tinha disponível, dedicando-me à finalização da letra sobre Nova Iorque, conforme poderão acompanhar no tópico específico.

Observe que, não demorei para finalizá-la, mas achei que estava faltando algo, pois apenas a letra, era muito pouco que havia feito para homenagear aquela cidade espetacular; fiz então uma interpretação da letra, o que ampliou mais o universo explicativo, mas, ainda limitado, até que decidi escrever um livro, ou algo semelhante, para tentar exprimir de maneira mais abrangente aquela experiência inesquecível. E assim fiz, aliás, estou fazendo, ainda não o terminei, todavia, isso é uma outra história.

O acaso aconteceu, no começo de dois mil e dezenove, ano em que comemoro quarenta anos de casamento e pensei em fazer um tributo à minha mulher (e a mim também!), e foi quando parti para a segunda letra, que também verão a seguir. Isso aguçou meu interesse e comecei a pensar em me dedicar um pouco mais ao assunto, o que passou para três, quatro, cinco, seis..., até o momento, inclusive, uma delas nasceu enquanto escrevia o primeiro blog, homenageando [ambos, a letra e o blog] Milton Nascimento. 

Até esta data (set/19), não tenho nenhuma delas, sequer com algum interesse manifestado por alguém em musicá-las e/ou gravá-las, mas estou satisfeito com a descoberta.

A princípio, não vou divulgá-las, apenas e tão somente para não perder o ineditismo, caso alguém  manifeste seu interesse em dar vida a elas, com exceção à "Convite" (título alterado posteriormente para "Convide", em virtude de homonímia), letra que acabei de fazer e publiquei na íntegra hoje, dia 30/03/2020 (veja ao final desta página), em prol da união de todos nós no combate ao coronavírus - covid19.

Espero que compreendam-me.

Assim, resolvi fazer para cada uma delas, uma espécie de "interpretação da letra", como ja houvera feito para a primeira, para poder ao menos ter uma forma de mostrá-las ao mundo, sem "prejudicar" uma eventual produção.

Tenho uma opinião meio criteriosa sobre composição de letra de música, pois a defino como a parte "menos importante no conjunto da obra", o que é um paradoxo, no meu caso.

Calma..., explico!

Como digo a todo momento aqui, sou um adorador de música, mas não é porque há pouco tempo despertou em mim a veia letrista, que vou mudar o meu pensamento, que aliás, formou-se ao mesmo tempo.

 

Cheguei a essa conclusão, pois ao longo da minha vida, em virtude de ser também um eterno admirador da música estrangeira, em especial a Soul Music, que, embora (quase) nada entendia da letra, às vezes, mal sabendo pronunciar o seu título, a sentia, pela interpretação, pela sonoridade, pela harmonia, pelo prazer aos ouvidos e a massagem à alma, pouco importando o seu significado (recorríamos às famosas traduções de Hélio Ribeiro, na Rádio Bandeirantes, que era uma das raríssimas opções que tínhamos) e, hoje, com o advento da maravilhosa internet e suas ferramentas, temos a facilidade de conhecer "ao pé da letra" cada uma delas, complementando, então, o tal conjunto da obra... Em  parte delas, acabamos frustrando-nos com seus significados.

Existem muitas músicas sem letras, lindas.

Existem também, muitas lindas letras sem música (...), lindas quanto.

Existe música que não precisa de letra.

Quando se coloca letra em música, o efeito nem sempre é bom, pois o letrista precisa incorporar o sentimento que o músico teve no momento da criação, quando não é o próprio, e isso nem sempre acontece.

O inverso aproxima-se mais da verdade, vez que a letra, o poema, já expressam por si sós, o sentimento — na maioria dos casos —, aí, aquele conjunto de três partes encaixa e conclui o tema. Basta observar Milton Nascimento, em "Canção Amiga", de Drummond e Paulo Diniz, em "Vou-me embora pra Pasárgada", de Manuel Bandeira, apenas pra citar duas (quatro) obras-primas (poemas e músicas) do nosso poético cancioneiro maravilhoso. Embora haja discordância do professor Pasquale, quanto à segunda (música, não ao poema) citada.

Vi que a música é composta por melodia, harmonia e ritmo, quer dizer, e a letra?

Quando podemos dizer que uma música é boa?

Quando a união trípode for perfeita: Letra (composição) - Música (melodia, harmonia, ritmo, instrumentos e principalmente os músicos) - Interpretação (voz e representação)! Não necessariamete nesta ordem.

Essa é a opinião de um leigo de pai e mãe no assunto, mas um deveras apreciador da matéria!

Por outro lado, NÃO TENHO A MENOR SOMBRA DE DÚVIDA que, quando a letra é boa em concordância com o restante do grupo, obviamente bom, aí a MÚSICA, na sua essência fica perfeita.

Agora, em um ponto acredito que todos concordamos: A voz, a interpretação e a performance é o suprassumo de tudo isso. Diria que é a cereja do bolo.

Desde set/19

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