F...Comme France

O título, é uma alusão ao nome de uma das músicas mais lindas, da língua francesa, na minha humilde opinião: "F... Comme Femme", de Salvatore Adamo! Que ele não se ofenda...

F...Comme Femme - Salvatore Adamo - Vídeo YouTube Guga58

A França é provida de tanta obra de arte, que me senti incapaz de escolher uma em detrimento de outras, para ilustrar esta interpretação.

Para não ser injusto comigo mesmo, decidi por esta, alheia aos principais pontos turísticos: Uma das mais recentes obras (de arte) francesa, o Viaduto de Millau. "O viaduto impossível".

Apenas a título ilustrativo, transcrevo a seguir, trecho de um blog, publicado no site civilizacaoengenharia.wordpress.com:

"Conheça o viaduto mais alucinante do mundo"

"(...) Localizado na Europa, mais precisamente na França, a obra impressiona os passantes e turistas não só pela sua altura e comprimento, mas também pelo estilo utilizado na sua construção. Além disso, ao passar por ali você está transitando pela mais alta ponte suspensa do mundo.

O viaduto é, hoje em dia, o caminho mais curto (e rápido) entre Clermont-Ferraud e Beziers, passando pela cidade de Millau, no sul da França. Entretanto, antes do desenvolvimento do viaduto, esse trecho era considerado como a pior parte de uma viagem pelas estradas da região.

Isso porque, antes de sua construção, todos os carros precisavam contornar por uma única estrada que descia pelo vale do rio Tarn. Além de ser um caminho tortuoso, o local sofria com trânsito pesado e constantes engarrafamentos – que ficavam ainda piores no verão. Dessa forma, uma solução precisava ser buscada.

Dos primeiros registros e desenhos em 1987 até a entrega da obra em 2004, muito foi pensado sobre como a viaduto deveria ser construído. E nessa primeira etapa, quatro projetos foram apresentados.

Todavia, todos traziam algum tipo de inviabilidade, como a elaboração de uma comprida rodovia que incluía túneis caros e complexos, a construção de outro caminho que envolvia quatro novas pontes ou então uma estrada que cortasse a cidade de Millau.

Dessa forma, por incrível que possa parecer ao se olhar para alguma foto do Viaduc de Millau, a construção foi escolhida por ser a mais prática, com o caminho mais curto e, provavelmente, com os custos mais baixos..."

Veja um vídeo sobre ele, ao final desta interpretação.

Viaduc de Millau - (Fonte da imagem Viaduc de Millau)

Viaduc de Millau - Construção (Fonte da imagem Viaduc de Millau)

Título: F... Comme France

Essa história, para mim,  começa, lá por meados e final da década de sessenta (cujo ensino já vinha desde muito antes, lá pelos anos 1700, quando era exigido ensino de outras línguas aos militares, em especial a francesa, para guardar nossas fronteiras e principalmente nosso extenso litoral...). Com o final de segunda guerra, a língua francesa começou a perder espaço e os acordos entre Brasil e Estados Unidos, passaram a exigir muito mais o conhecimento da língua inglesa. Ela resistiu por um bom tempo, pois me lembro muito bem do ensino do francês nas minhas salas de aulas e eu adorava!

Enfim, políticas à parte, a realidade é que isso acabou e foi-se também, não diria o meu interesse, mas a facilidade para aprender outro idioma, que naquele tempo não era tão simples como nos dias de hoje.

De qualquer forma, meu interesse e gosto pelo idioma permaneceu, não sei se pela beleza da pronúncia, pelo "biquinho", pela delicadeza das mulheres, ou pela latinidade em si; embora latente, manifestava-se de quando em vez, sempre ao ouvir ou pronunciar algumas das frases e palavras que acompanharam-me durante o curso de minha vida, como "Savoir-Faire", Sacré-Couer", "Derrière", "Bonjour", "Mise-en-scène", "Rendez-vous" (essa eu sempre tive como sinônimo de prostíbulo, "...de casa da luz vermelha...rsr", erroneamente, pois seu significado até pode ser isso também, quando abrasileiramos para Randevu, mas principal e oficialmente é tido como compromisso, encontro), "Au revoir", "Prêt-à-porter", "Menu", "Mademoiselle" e, em especial a "La Marseillaise", um dos hinos mais bonitos do mundo e dos mais compridos (senão o mais) etc.

Esses usos e costumes, me foram sempre lembrados por nossa querida e saudosa Marília Pêra, a quem também dedico essa letra, que gostava muito de utilizar termos franceses em seus personagens; assim como a toda mulher, desde que seja a brasileira, mas como gosto de todas, vou ser extensivo também à estrangeira e em especial, à francesa...

 

Ah... a mulher!

Como disse outro francês, Dumas pai, "Cherchez la femme"!

Em que nessa vida, não estará a mulher envolvida?

Passons donc à l'interprétation... 

Nunca fui à Paris, tampouco à França, mas sinto, alegre e estranhamente uma lembrança, como que se há muito as conhecesse, desde  meus tempos de criança.

No meu tempo de escola, o francês era matéria obrigatória e do primário até não me recordo quando, fazíamos nossos trabalhos e estudos, de maneira sempre prazerosa e, modéstia às favas, eu era bom nisso e me saía muito bem nas provas.

Mas isso acabou. Foi-se! Todavia, deixou o ensinamento e gosto pelo francês que enraizou e nunca mais me abandonou, embora, por motivos outros, acabei também, como ele, não me aprofundando no conhecimento do idioma e o pouco que aprendi acabou se perdendo, mas não esquecido, pois a música aproveitou o meu pendor pela língua, e ocupou o espaço ali contido no meu coração e o que começou como um pequeno affair, tornou-se paixão e amor virou. 

Esse capítulo da música é um caso à parte, me permitam alongar um pouco mais nele...

Como esquecer de "Je T'aime Moi Non Plus", com aquela interpretação sedutora de Jane Birkin e Serge Gainsbourg, como dancei isso...; Viajar nos sonhos na voz inconfundível de Edith Piaf; O abuso romântico de Jacques Brel; Mireille Mathieu e sua garganta privilegiada, Françoise Hardy e sua sensibilidade, a excelência de Charles Aznavour, Christophe e sua Aline...

O "Concerto de Aranjuez", que curiosamente foi composto por um espanhol, Joaquim Rodrigo, merece um aparte: Queria desesperadamente que fosse tocado no meu casamento (não me perguntem o porquê). Era um desejo que veio assim, de dentro, sem explicação, só veio. Rodei à procura, tentei encontrar, mas no meio da correria natural numa data única dessa, acabou que, também não me recordo, desisti ou não tive tempo para encontrá-lo. Qual não foi minha surpresa, quando na hora da troca das alianças, ei-lo que ressoa por toda a igreja... Não sabia se colocava a aliança ou se comentava com minha noiva/mulher a minha felicidade. Coisas (e fases boas) da vida!

Mais tarde, alguns anos depois do ocorrido, assisti um concerto (pela TV...), desse clássico com o nosso Turíbio Santos, até gravei em uma fita K7 que não sei que fim levou, depois de tantas mudanças de casas, ao longo da minha vida; procurei na internet, YouTube e não encontrei e para ilustrar, coloquei este aqui, com outro gênio do violão, que também admiro há long time ago, e não menos importante e querido, Paco de Lucia.

Concierto Aranjuez - Adagio - Paco de Lucia -  Vídeo YouTube, postado por jumacorcar

Apartes, à parte, continuando no meu mundo musical, tenho inúmeras canções que gostaria de colocar aqui para compartir com vocês, mas dessa forma, essa interpretação não se findaria tão cedo e não é o intuito. Espero que me perdoem e entendam, contudo não deixarei de mencionar algumas delas, as quais com os vídeos que publicarei a seguir, tenho certeza, estarão muito bem representadas e representantes desse mundo dos franceses e suas músicas maravilhosas, a saber:

Françoise Hardy - La Question e La Crabe; Charles Asnavour - La Bohème e Ma Vie; Christophe - Aline; Richard Anthony - Aranjuez Mon Amour e Tchin Tchin;  Johnny Halliday - Noir Cest Noir; Mireille Mathieu - Non Je Ne Regrette Rien; Edith Piaf - Ne Me Quitte Pas e La Vie En Rose; Jacques Brel - La Valse A Mille Temps; Jane Birkin e Serge Gainsbourg - Je T'aime Moi Non Plus e La Décadanse; Hervé Vilard - Capri C'Est Fini em duas versões: Em Capri 1965 e Santiago (linda) Chile 2017; Jean-François Michaël - Adieu jolie Candy e tantos outros. Mais recentemente Louane com seu rosto angelical e sua Jour 1...

Até que conheci Valerie Ghent, uma americana, com ascendência francesa por parte de mãe, uma vasta carreira e trabalhos junto a Ashford & Simpson, Billy Preston, Nina Simone, Roberta Flack entre outros, inclusive cantando em francês, daí o meu interesse em concluir essa letra, que apesar de nunca ter sido objeto de tal plano, esteve guardada comigo em forma de sentimento oculto e talvez até, inconsciente , e oferecer à ela.

La Bohème - Charles Aznavour - Vídeo YouTube postado por Charles Aznavour

Ne Me Quitte Pas - Edith Piaf e Jacques Brel ; Vídeos YouTube, Edith Piaf Officiel e Músicas Antigas 

Capri C'Est Fini - Hervé Vilard, em duas versões: Vídeos YouTube: Capri 1965 (Loganbr2015) 

 e Santiago-Chile 2017 (Italo Castelli)

Refrain de Mon Enfance - Valerie Ghent - Vídeo YouTube Valerie Ghent

Nós, seres humanos somos feitos de fases: Temos e passamos por diversas fases em nossas vidas, desde a intrauterina, passando pela pequenez onde várias delas enraízam e dão-nos as direções e caminhos que vamos seguir; muitas nem sabemos que farão parte eterna. Ficam marcadas, guardadas no nosso íntimo e vez por outra, durante inúmeras fases, elas vêm, nos cutucam e parecem dizer: você não me vê, mas estarei sempre aqui... Eu tenho algumas que jamais "passarão"; diferentemente daqueles, quintaneamente falando, que "atravancam meu caminho"; estão comigo sempre. O francês (idioma, o povo, o jeito, o talento)  é sempre fase boa da minha vida... e fase boa, a gente nunca quer que passe.

Por outro lado, fases fazem partes de mudanças , que são necessárias sim, sempre, em especial aquelas que vêm para melhor. Acredito que mesmo na mudança, nos ensinamentos, obviamente para melhor, o somar (acrescentar coisas boas, conhecimentos) deve ser sempre o objetivo maior de qualquer povo e seus governantes. Por isso, acredito também que o francês em nada seria pior, ao contrário, nos acrescentaria muito mais!

Necessário, para não dizer obrigatório, se faz falar, em se falando de francês, das muitas áreas em que eles são mestres, dão cartas e jogam de mão: comecemos pela moda, que desde Luis XIV, criador da alta costura e desbancador de Madrid como sua capital, trazendo referido título para Paris, que o detém até hoje; inventaram o tal do "Prêt-à-porter", que surgiu de certa forma, para aproveitar decadência da alta costura. Em uma alusão mais pura, ele trouxe a "industrialização" da moda, criando roupas em grande escala, com boa qualidade, variedade e preço, além da praticidade e sem dispensar as "assinaturas", embora, sem exclusividade. Revolucionou!

Acredito que com o surgimento do Prêt-à-porter a alta costura acabou virando um sinônimo ainda maior do glamour, pois definitivamente passou a integrar a linhagem da "High Society", onde, aí sim, a assinatura faz toda a diferença na hora da contabilização.

Outro domínio e referência que são creditados a eles, é arte do cozer. Seus "maitres" criaram fama internacional; espalharam-na e espalharam-se pelo mundo.

Em matéria de arte, temos de tirar o chapéu. É exemplo para o mundo, é berço de criação. É acervo da humanidade.

A começar pelo museu mais famoso e respeitado do mundo, além de monumento histórico, com obras desde a pré-história até os dias atuais; seus inúmeros artistas e obras difundidos por todos os cantos, à céu aberto, ou nos recantos.

Seguem à risca a tríplice determinação do lema de sua revolução, nas cores do seu pavilhão: 

Liberdade, Igualdade e Fraternidade!

Somos seres humanos e como tais, somos feitos de diversos "gostar de", de paixões, de amores...; uns diferentemente dos outros. O gosto de um não tem de ser igual o do outro.  Nem todos gostam do azul, nem todos gostam de jiló. Não gostamos de estar só. Somos diferentes dos outros animais. Muitos somos carnais, por prazer também, não só no gerar crias. Nem todos gostam da carne.

Temos múltiplas paixões; sou um eterno amante e arrebatado de paixões: amor por minha família, e um apaixonado por música, e todas as formas de arte, pelo meu timão, por minhas cidades (e a cada uma que conheço; todas com suas peculiaridades), paixão pelas descobertas, paixão pelo mundo...

Citei Baudelaire que me veio por absoluto acaso, como aliás, quase tudo para mim: certa ocasião ganhei um vinho de um colega, já beira os vinte anos, que gostei muito (nem me recordo mais quem foi, que me perdoe a memória - ou falta de -, cada vez mais fraca). Um dia lembrei-me do vinho e fui comprar uma garrafa. Lembrei do vinho, não do nome...(rsr), assim fiz uma pesquisa no então "Cadê?" 

Lembrava-me que era algo como "Beaulaire" (acabei fazendo uma mistura de Beaujolais, que era o nome do vinho com Baudelaire, nome de um famoso poeta francês, que acabou aparecendo na busca) e, assim, acabei descobrindo Charles Baudelaire; procurei conhecer (minimamente) seu trabalho me aprofundando na leitura e conheci o poema "Enivrez-vous", Embriague-se, em português. Adorei. Jamais poderia imaginar que um dia viria utilizá-lo em uma letra de música.

Nota: Existem várias traduções desse poema; vou deixar o link aqui para vocês se deleitarem com elas, e escolher a sua, vale a pena!

http://teorialiterariaufrj.blogspot.com/2009/05/baudelaire-enivrez-vous-e-suas.html

Então, eu acho que não deixa de ser uma virtude, ter várias paixões, inúmeros  "amores" (de mulher, tive um só), vamos amar sem dó, vamos nos embriagar de tudo, inclusive de cachaça, e se for de fases boas de nossas vidas, tanto melhor!


La Musique creuse le ciel (A música perfura o céu - Baudelaire)

Parece meio sem sentido, você nunca ter ido a determinado lugar (será?!?); estar distante e ao mesmo tempo se sentir em casa...

Essa distância parece não existir, quando você vê, o que quer ver, o que sente, do outro lado. 

Algumas vezes durante a vida, nos deparamos com situações que nos levam a indagar, mesmo que a nós mesmos: Já estive aqui?!?

A sensação é tamanha, que juramos já ter estado em tal lugar ou já ter vivido tal situação. 

Concidência (se é que elas existem), ou não isso tem uma explicação, como já dito aqui e vem do francês: "Déjà-vu". O interessante é que, aqui no meu caso, é exatamente o inverso que acontece: seria um "pas vu"?

L'âme du Vin (A alma do vinho)

Brigitte Bardot

Obras da artista francesa Tatieva, uma grata indicação de Rogerio Ruschel, jornalista e editor do Blog "In Vino Viajas" (http://www.invinoviajas.com/2015/08/conheca-as-sensuais-demoiselles-da-lart/)

Visite: http://tatieva.canalblog.com/
Visite: http://www.tatieva.weonea.com/

Narração, Norman Foster, um dos autores do projeto (juntamente com Michel Virlogeux) - Vídeo YouTube postado por Bodega Films

Esse viaduto está localizado no sul da França, na travessia do Vale do rio Tarn, próximo a Millau, na estrada que liga a França ao Mediterrâneo,  à Espanha, passando pela região dos antigos vulcões, que ali repousam há mais de seis mil anos (fonte: O Mundo Visto de Cima - Canal +Globosat), "tempo que Deus perde fazendo flores e estrelas" (Jorge Ben - Olha o menino).
 

E, para terminar,  mais um termo frencês: "Pot-pourri"

Pot-pourri:

Mireille Mathieu--> Une Histoire D'amour (Love Story): Vídeo YouTube dalana2011 - Non Je Ne Regrette Rien: Vídeo YouTube mFrance Russie

Françoise Hardy--> La Crabe: Vídeo YouTube Hans Elgret - La Question: Vídeo YouTube Ricardo Jales - Comment Te Dire Adieu: Vídeo YouTube NoMadU55555

Louane--> Jour 1: Vídeo YouTube Louane  

Vive La France!

Allez les Bleus!

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